Lançamentos de livros

O 3o CIPIAL contará com duas sessões de lançamentos de livros que serão realizados no Instituto de Ciências Sociais (ICS), da UnB, nos dias 3 e 4 de julho, de 17 às 19h. Confira, a seguir, os títulos que serão lançados no congresso.

3 de julho | 17 às 19h

Desafiando Leviatãs: Experiências indígenas com o desenvolvimento, o reconhecimento e os Estados

Organizadores: Cláudia Leonor López Garcés, Cristhian Teófilo da Silva e Elena Nava Morales

Ano de publicação: 2019

Editora: Museu Paraense Emílio Goeldi, Brasil

Sinopse: O livro é resultado da interlocução entre pesquisadores indígenas e não-indígenas, do Brasil e do exterior, sobre problemas enfrentados pelos povos indígenas no Brasil, Bolívia, Canadá, Equador e México, o que confere uma abrangência continental para os temas aqui analisados. A obra reúne trabalhos decorrentes de pesquisas empíricas rigorosas e lança inovadoras perspectivas de análise sobre a participação indígena na política, sua relação com a justiça e com o Estado e os obstáculos gerados à garantia dos direitos indígenas pelo modelo hegemônico de desenvolvimento. Os trabalhos demonstram, por outro lado, a luta coletiva permanente dos povos e movimentos indígenas por maior inclusão, reconhecimento e participação nas sociedades nacionais e, por outro, a resistência dos governos e Estados para acolher e implementar os direitos indígenas a suas terras, recursos e identidades.

Palanque e Patíbulo: o Patrimônio Cultural na Assembleia Nacional Constituinte

Autor: Yussef Daibert Salomão de Campos

Ano de publicação: 2018

Editora: Annablume, Brasil

Sinopse: Durante a Assembleia, vetores diversos atuaram para formatar o que, a partir de 1988, passou-se a conhecer como artigo 216. Esse dispositivo constitucional conceitua o que é patrimônio cultural, quais suas categorias, seus instrumentos de preservação, proteção e salvaguarda, além de definir o tombamento de sítios quilombolas. Mas o que pouco se sabe é como esse artigo foi concebido; como os atores sociais e políticos atuaram para sua construção; quais disputas emergiram durante o processo; o que ficou silenciado e o que se destacou ao final da Constituinte quando se trata de patrimônio. É para isso, principalmente, que nasceu essa pesquisa e, agora nasce esse livro. Para tentar suprir, não de maneira definitiva, mas de forma provocadora, essa lacuna em torno das pesquisas que se debruçam sobre o patrimônio.

Ser semente: Mulheres A’uwe, corpos políticos e solidariedade ecológica em Marãiwatsédé

Autores: Sckarleth Martins, Suely Henrique de Aquino Gomes e Deyvisson Pereira da Costa

Ano de publicação: 2017

Editora: Appris, Brasil

Sinopse: O Ser Semente oferece uma análise crítica necessário para o contexto em que nos encontramos enquanto sociedade. Para tanto, dedica-se a descrevere a experiência das mulheres do povo A’uwe-Xavante, do estado de Mato Grosso, a partir da participação dessas em coletivos de coletas de sementes. A discussão sobre a retomada de Marãiwatsédé, considerada a área mais desmatada da Amazônia Legal, evidencia feixes de afetos, de disputas e de solidariedades que modificam o modo com que as mulheres A’uwe lidam com o outros, com o que nós, não indígenas, convencionamos como natureza e consigo mesmas. Modificam, também, as políticas, os espaços, as subjetividades e espiritualidades de todas as formas de vida. Mais do que necessário, Se Semente é uma carta em aberto para que se indigne, revolte-se e contagie-se com uma novidade há muito anunciada pelos povos ameríndios. A reboque da sabedoria indígena, o livro apresenta um retrato honesto do que é estar diante da criatividade e da força política dos povos ameríndios brasileiros, e constata: é preciso Ser Semente.

Memorias de los “Diálogos sobre instituciones, derechos y patrimonios bioculturales”. El camino hacia una Ley agrícola bioculturalmente pertinente

Autoria coletiva: Centro Mexicano de Derecho Ambiental (CEMDA)

Ano de publicação: 2018

Editora: CEMDA, México

Sinopse: Este trabajo colectivo surge del ánimo de hacer un intercambio de saberes que intenta retratar las dimensiones e instituciones tradicionales de tres pueblos diferentes asentados en territorio mexicano, en las comunidades campesinas de Tlaxcala, y los pueblos maseual y totonaco; a través de la cooperación con el Grupo Vicente Guerrero, A.C., la Cooperativa Tosepan Titataniske y de CORASON. En cada comunidad se realizaron estos diálogos intentando dar respuesta a preguntas clave para el establecimiento y consolidación del Estado Pluricultural.

Los chiles que dan sabor al mundo. Contribuciones multidiciplinarias

Editores: Araceli Aguilar Meléndez, Marco Antonio Vásquez Dávila, Esther Katz e Maria Reyna Hernández Colorado

Ano de publicação: 2018

Editora: Universidad Veracruzana / IRD Editions, México y Francia

Sinopse: El chile es el condimento de la vida en diversas culturas del mundo. México es el centro de origen y diversificación de la especie domesticada Capsicum annuum L., por lo que el chile se convirtió en elemento identitario y patrimonio biocultural de la nación. El chile fue usado por los indígenas desde por lo menos 8000 años. Hoy está consumido por todos los mexicanos, pero es en territorios indígenas que se encuentra su mayor agrobiodiversidad. A pesar de la importancia alimentaria, medicinal y ritual de esta planta, desde la academia, se tienen pocos estudios integradores que analicen las complejas relaciones entre los chiles y los diferentes factores bióticos, abióticos y socioculturales que hacen posible su permanencia en el tiempo y el espacio. Este libro está conformado por 21 contribuciones de diversas mentes creativas como cocineras tradicionales, chefs, así como investigadoras e investigadores de las ciencias naturales y sociales que describen y analizan al chile mexicano con diferentes aproximaciones metodológicas y narrativas. Las evidencias presentadas desde diferentes disciplinas resaltan el uso continuo del chile como un condimento, alimento y elemento identitario en está región del mundo. Queremos que el público lector disfrute de nuestro picante – y esperemos – sabroso compendio.

Sistemas Agrícolas Tradicionais no Brasil

Organizadoras: Jane Simoni Eidt e Maria Consolacion Udry

Ano de publicação: 2019

Editora: Embrapa, Brasil

Sinopse: A Coleção Povos e Comunidades Tradicionais foi criada com o objetivo de trazer uma reflexão sobre a necessidade da pesquisa agropecuária adotar diretrizes que valorizem e reconheçam a importância do conhecimento tradicional associado para, conjuntamente, fazer frente aos grandes desafios impostos, por exemplo, pelas mudanças climáticas para a agricultura mundial. O terceiro volume da Coleção, ora apresentado, contém artigos sobre as experiências selecionadas no Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais, fruto da parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a FAO Brasil. Os relatos mostram a importância da conservação dinâmica dos modos de vida de povos e comunidades tradicionais em seus sistemas agrícolas, incluindo as práticas, os modos de fazer, as paisagens e a cosmovisão, contribuindo para a discussão sobre a salvaguarda desses sistemas. A FAO com o Programa GIAHS (Globally Important Agriculture Heritage Systems) reconhece a relevância desses sistemas como patrimônio agrícola mundial. Com esta coleção a Embrapa espera contribuir para que o Brasil assuma o compromisso de preservar e compreender os conhecimentos expressos na sua pluralidade étnica e cultural, preservando a biodiversidade como grande patrimônio para a humanidade no presente e no futuro.

O sopro da vida

Autor: Kamuu Dan Wapichana

Ano de publicação: 2019

Editora: Expressão Popular, Brasil

Sinopse: Esta é a história de Wyn Dan, menino de quatro anos da etnia Wapichana, que vivia no cerrado do Planalto Central do Brasil, e queria salvar as “plantas bebês”, como assim chamava as sementes, que estavam doentes e não germinavam. Assim, iniciou sua trajetória junto à Mãe Terra, à família e aos grandes espíritos, com os pajés. Uma narrativa de amor e esperança em que as tradições ancestrais de respeito, conhecimento e cuidado da Natureza podem germinar dentro da infância. A cuidadosa edição bilíngue deste conto de Kamuu Dan, vencedor do Concurso Literário da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ (2017), aproxima as culturas da infância brasileira, seja das etnias indígenas, nas realidades das aldeias sob pressão violenta dos latifundiários, do agronegócio, madeireiros, mineradoras e outros representantes do poder econômico, seja das cidades, em defesa do direito à terra e à alimentação saudável. Um conto mágico e atual contra as sementes transgênicas, pelo direito à infância e à vida.

A Escolarização do Corpus Negro

Autor: Alberto Roberto Costa

Ano de publicação: 2018

Editora: Paco Editorial, Brasil

Sinopse: “A Escolarização do Corpus Negro: Processos de Docilização e Resistência nas Teorias e Práticas Pedagógicas no Contexto de Ensino-aprendizagem de Artes Cênicas em uma Escola Pública do Distrito Federal” narra minhas experiências como estudante, como professor da escola pública do Distrito Federal e como sujeito negro que bebe nas fontes dos saberes da diáspora africana. Busca direcionar a discussão em três eixos estruturantes: a contextualização histórico- social dos sujeitos no mundo pós-colonial, a escolarização do corpus vista sob a ótica das relações raciais e a dimensão estética analisada sob o viés dos pressupostos da Etnocenologia.

Educação na Tradição Oral de Matriz Africana: a constituição humana pela transmissão oral de saberes tradicionais – um estudo histórico-cultural

Autores: Daniela Barros Pontes e Silva, Saulo Pequeno Nogueira Florencio e Patrícia Lima Martins Pederiva

Ano de publicação: 2019

Editora: Appris, Brasil

Sinopse: A educação pela tradição oral de matriz africana é um processo educativo complexo e diverso, reconhecido em um vasto número de comunidades afro-brasileiras como a base da sua constituição. O livro Educação na Tradição Oral de Matriz Africana: a constituição humana pela transmissão oral de saberes tradicionais – um estudo histórico-cultural dialoga com as culturas populares, povos e comunidades tradicionais de matriz africana, cuja existência é marcada pelo Atlântico Negro, pelo sequestro e escravização das populações do continente africano, suas resistências e superações. O Brasil foi o país que recebeu o maior número de pessoas submetidas à escravidão. Com a Diáspora Africana, a prática da educação pela tradição oral africana reconfigurou-se no Brasil ao longo dos séculos para o que hoje se denomina Tradição Oral de Matriz Africana. A educação hegemonicamente reconhecida é aquela de característica eurocêntrica. De forma geral, essa educação tem dificuldades em dialogar com outras concepções de educação, como os processos educativos que ocorrem em contextos e territórios tradicionais, invisibilizando historicamente seus aspectos intelectuais, epistemológicos, corporais, culturais, cosmológicos, afetivos e de constituição humana. Na relevância dessas reflexões é que se situa o presente livro, trazendo a Tradição Oral de Matriz Africana como sinônimo de Educação, no seu mais amplo sentido. Entendida como processo de constituição humana, por meio da oralidade corporificam-se em suas detentoras e detentores a cultura, a ancestralidade, a história das populações negras desde África. É processo educativo fundado e guiado pela consciência e exercício da ancestralidade de matriz africana, que traz na sua essência o caráter de resistência e constituição do ser, reafirmando perante o mundo suas formas de viver, educar e reexistir.

Lugares de fala, lugares de escuta nas literaturas africanas, ameríndias e brasileira

Organizadoras: Ana Lúcia Liberato Tettamanzy e Cristina Mielczarski dos Santos

Ano de publicação: 2018

Editora: Zouk

Sinopse: O livro parte do escrito para um diálogo profundo com o oral, a oralidade e performances criativas do texto literário. Nele é dada atenção preferencial aos que, tendo voz, não são ouvidos nas esferas de decisão da sociedade; e reservado espaço a estudos que problematizam e questionam a normalidade vigente. As escolhas enunciadas desde o princípio do livro distanciam-no da pretensa neutralidade acadêmica nas determinações que engendram e alimentam as relações de poder. Suas coordenadoras e colaboradores(as) dialogam a todo instante com tradições ancestrais e com meios de expressão sociocultural de diversa procedência, em alguns casos anteriores à própria existência da tradição acadêmica. Variadas em suas formas de expressão no continente africano e na América, as tradições negras (africanas, afro-brasileiras) e indígenas são reconfiguradas, transformando-se em modos potentes de ser e de interagir com o mundo, alimentando cosmovisões plurais que, pelo simples fato de continuarem a existir, mostram-se resistentes ao primado do “pensamento abissal” de que nos fala Boaventura de Souza Santos. A extraordinária capacidade de atualização e mobilização do pensamento desses sujeitos deve-se ao quanto aqueles(as) que os representam valem-se de diversos recursos (sonoros, visuais, escritos) para difundir sua palavra em meios e suportes absolutamente contemporâneos, como comprovam os estudos aqui publicados acerca dos estilos negros do rap – seja em Angola, na África, nas periferias de centros urbanos brasileiros ou entre os jovens Mc’s da nação guarani. Em todos esses casos, as criações literárias tornam-se canais privilegiados de expressão identitária, de afirmação social e resistência cultural, indo muito além do mero deleite estético.

4 de julho | 17 às 19h

Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno

Autora: Anna Lowenhaupt Tsing

Ano de publicação: 2019

Editora: IEB Mil Folhas, Brasil

Sinopse: Esta é uma coletânea inédita de dez artigos contemporâneos da antropóloga norte-americana Anna Lowenhaupt Tsing, publicados originalmente em revistas acadêmicas ou como capítulos de livros. Esta obra busca trazer ao público da língua portuguesa, dos campos ambientais e das humanidades, uma antropóloga visceralmente engajada em temas contemporâneos e que vem contribuindo para as transformações na e pela antropologia por meio de sua abordagem feminista e crítica. Entendendo sua inserção em movimentos que questionam os grandes divisores da modernidade (natureza e cultura; ciência e humanidades; biologia e cultura; indivíduo e sociedade), estes textos propõem superar o impasse de um excepcionalismo humano na abordagem das práticas domesticadoras e da ontologia do ser. Na busca por tecer linhas que interconectam materiais e histórias em mundos em devir, Tsing vem realizando pesquisas, formulando práticas etnográficas, conceitos e reflexões importantes para os estudos feministas, a ecologia política, os estudos pós-coloniais, a etnografia multiespécies e, mais recentemente, a ciência e tecnologia.

Más allá de la extinción. Identidades indígenas en la Argentina criolla, siglos XVIII-XX. Y una reseña comparativa con Bolivia, Paraguay, Chile y México

Coordenadores: Diego Escolar y Lorena B. Rodríguez

Ano de publicação: 2019

Editora: Editorial Sb, Argentina

Sinopse: El libro reúne trabajos de reconocidos especialistas que analizan la situación de los indígenas en los espacios de antigua colonización durante el paso hacia la república y en su proyección hacia los siglos XIX y XX, ya sea aportando datos en relación con las diversas problemáticas asociadas o bien proponiendo reflexiones teórico-metodológicas acerca de cómo abordar la “cuestión indígena” en contextos en donde aparentemente han desaparecido. En tal sentido, la compilación incluye artículos referidos al actual territorio argentino (provincias de Jujuy, Salta, Tucumán, Catamarca, Santiago del Estero, Córdoba, Mendoza, San Juan y Corrientes). Pero además, dado que el objetivo principal del libro es desarrollar una mirada de conjunto sobre la temática que permita establecer comparaciones con otros contextos latinoamericanos, incorpora también un grupo de capítulos que plantean problemáticas y estados de la cuestión sobre el modo en que se han desarrollado este tipo de investigaciones en México, Bolivia, Chile y Paraguay.

Un gran cerco de paz. Poder tutelar, indianidad y formación del Estado en Brasil

Autor: Antonio Carlos de Souza Lima

Ano de publicação: 2018

Editora: Casa Chata CIESAS, México

Sinopse: Un gran cerco de paz desplaza la discusión de las acciones indigenistas desde la perspectiva humanitaria utilizada en Brasil por autores como Darcy Ribeiro, para adoptar como foco y punto de partida el estudio del Servicio de Protección a los Indios, creado en 1910 y sucedido en 1967 por la Fundación Nacional del Indio. Basado en una investigación documental y en el largo involucramiento del autor con la cuestión indígena en la vida pública brasileña, el libro analiza el proceso de configuración de la tutela como forma de poder del Estado sobre los pueblos indígenas y sus tierras. Desde la perspectiva de una antropología de los procesos de formación del Estado, el trabajo invita al lector a conocer, desde el ángulo de la singularidad de la situación indígena brasileña, la manera como, a mediados del siglo xx, la tradición sertanista de la colonización portuguesa de Brasil, incorporó algunas de las ideas del pensamiento indigenista mexicano.

Exterminio y tutela. Procesos de formación de alteridades en el Brasil

Autor: João Pacheco de Oliveira

Ano de publicação: 2019

Editora: UNSAM Edita – Universidad Nacional de San Martin, Argentina

Sinopse: Tratar a los indígenas como agentes efectivos em la construcción de um país es como tocar em castillo de naipes: al retirar uma carta, se derrumban interpretaciones consagradas y memorias incuestionables. El investigador debe entonces estabelecer otras interrelaciones, construir significados nuevos, rechazar categorias y prácticas coloniales, revisar críticamente sus instrumentos de análisis, no dejarse atrapar por límites disciplinarios y, principalmente, adoptar uma perspectiva de frontera. Baseado em um trabajo etnográfico y dialógico, a través de nueve estúdios sobre los indígenas em la formación del Brasil, el autor se vale de la antropologia histórica para tejer interrelaciones entre el mundo colonial y la contemporaneidad, entre los poderes disciplinarios y los modos de resistencia e insurgencia, entre las políticas públicas nacionales y la mundialización.

De acervos colonais aos museus indígenas: formas de protagonismo de construção da ilusão museal

Organizadores: João Pacheco de Oliveira e Rita de Cássia Melo Santos

Ano de publicação: 2019

Editora: EdUFPB, Brasil

Sinopse: A imagem dos indígenas nos museus é quase sempre uma composição arbitrária. Para ela concorrem atores e contextos diversos que pretendem produzir uma ilusão de realidade, a exemplo da imagem na capa desse livro. Nela identificamos ao menos três sobreposições. A escultura em gesso foi feita por Leo Deprés a partir de um molde sob o corpo de um indígena Xerente de Goiás na Exposição Antropológica em 1882 (Museu Nacional, Rio de Janeiro). As vestimentas e os adornos são procedentes dos primeiros contatos amistosos de João Barbosa Rodrigues com os indígenas do Rio Jauapery, Amazonas. A fotografia foi realizada por Marc Ferrez num estúdio distante tanto da exposição quanto de Goiás e Amazonas. Apesar dessa montagem que conflui espaços, tempos e referências distintas, o que é apresentado ao público pretende ser a imagem viva de um indígena. Desmontar as arbitrariedades e promover novos usos desses acervos pelas populações indígenas é o propósito desse livro que apresenta um conjunto de artigos escrito por antropólogos sobre museus coloniais e indígenas situados em diferentes partes do mundo. Um livro que pretende dialogar com historiadores, museólogos e todos aqueles interessados no universo dos museus e das populações indígenas.

Reinventando a Autonomia. Liberdade, propriedade, autogoverno e novas identidades indígenas na capitania do Espírito Santo, 1535-1822

Autora: Vânia Maria Losada Moreira

Ano de publicação: 2019

Editora: FFLCH Humanitas

Sinopse: Os avanços historiográficos mais significativos acerca dos índios na história têm sido feitos a partir da revisão crítica de conceitos, abordagens e quadros interpretativos e pela proposição de novos temas e questões de estudo. Reinventando a autonomia: liberdade, propriedade, autogoverno e novas identidades indígenas na capitania do Espírito Santo, 1535-1822 filia-se a esse esforço intelectual, pois busca investigar um processo histórico de longa duração ainda pouco conhecido: a conquista e a territorialização de diferentes povos e grupos indígenas na região que veio a ser conhecida como capitania do Espírito Santo, entre os anos de 1535, data mais aceita pela historiografia para demarcar o inicio da efetiva ocupação e colonização da terra, e 1822, quando cessa definitivamente o regime colonial. Mais precisamente, ocupa-se principalmente desse processo a partir da vigência do Diretório dos Índios, iniciado na segunda metade do século XVIII em toda a América lusa.

Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa

Autoria coletiva: Comitê dos Povos Tradicionais do Pampa

Ano de publicação: 2017

Editora: Fundação Luterana de Diaconia, Brasil

Sinopse: Terras, territórios tradicionais e modos de vida de Povos e Comunidades Tradicionais vêm sendo constante e intensamente ameaçados, configurando-se violações dos seus direitos consuetudinários e de direitos previstos por leis nacionais e acordos internacionais. A invisibilidade, o desconhecimento e a não valorização do bioma Pampa – e dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa – pela sociedade em geral contribuem para agravar este cenário. Por outro lado, a caracterização e a visibilização da sociodiversidade esquecida do Pampa podem criar condições para o fortalecimento de suas identidades e garantir seus direitos. O Comitê de Povos e Comunidades Tradicionais surgiu em 2015 e partir da demanda apontada pelas representações participantes do mesmo foi realizado um trabalho de identificação de Povos e Comunidades Tradicionais presentes no Pampa. A obra é produto intenso trabalho de campo, que exercitou a condição de protagonismo na pesquisa pelos sujeitos dos segmentos. Entre os meses de novembro de 2015 e janeiro de 2016, foram visitados diferentes territórios de PCTs em 21 municípios do Pampa, viabilizando diálogos com centenas de pessoas representantes de Pecuaristas Familiares, Pescadoras e Pescadores Artesanais, Comunidades Quilombolas, Povo de Terreiro, Povo Pomerano, Povo Cigano, Povos Indígenas e Benzedeiras e Benzedores em todas as fisionomias do bioma Pampa: litoral, Encosta do Sudeste, Serra do Sudeste, Depressão Central, Campanha, Missões e Planalto Médio. Foi a partir da autoafirmação das pessoas e dos grupos envolvidos que se evidenciaram estas oito identidades sociais.

Orçamento Público e Direito à Saúde Indígena

Autor: Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

Ano de publicação: 2019

Editora: Inesc

Sinopse: Reforçando as mobilizações contra a municipalização da saúde indígena, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), lança a cartilha “Orçamento e direito à saúde indígena”. Pautado na educação popular, o material retoma a história de luta que conquistou a PNASPI e aposta no fortalecimento do controle social para o aprimoramento da política. Utilizada em oficinas de formação, a cartilha une os acúmulos do Inesc em orçamento público, à luz da “Metodologia Orçamento e Direitos”, aos conhecimentos, à mobilização e à resistência que os povos indígenas travam de forma permanente em nossa história.

O Maior Genocídio da História da Humanidade – mais de 70 milhões de vítimas entre os povos originários das Américas

Autores: Moema L. Viezzer e Marcelo Grondim Nadon

Ano de publicação: 2018

Editora: Viezzer, Brasil

Sinopse: Genocídio. Resistência. Sobrevivência. Essas três palavras resumem um glossário imenso que tem a ver com a história dos povos originários das Américas descrita neste livro. Uma história que precisa ser conhecida, com vistas à transformação da desigualdade social que reina em nossas sociedades no que tange às populações indígenas. Fundamentado sobre publicações de historiadores e antropólogos de várias partes do continente, a presente publicação traça um breve panorama do maior genocídio da história da humanidade que eliminou mais de 70 milhões de indígenas das Américas, particularmente entre os anos 1492 e 1900. A finalidade principal desta obra, que abrange cinco regiões: Caribe, México, Andes, Brasil e Estados Unidos, é contribuir para que esta história chegue a um público amplo e, de maneira particular, a lideranças sociais e políticas, educadoras e educadores e instituições de apoio aos povos originários. É nossa esperança que esta publicação se some a muitas outras iniciativas de pessoas, coletivos, povos e instituições empenhadas no respeito e cultivo da diversidade como forma de romper com o passado de dominação/opressão caracteristíca da civilização branca sobre os povos originários.

Questão indígena no Brasil

Autor: Marcio Marchioro

Ano de publicação: 2018

Editora: Intersaberes

Sinopse: Para entender os inúmeros fatores que interferem na configuração da questão indígena no Brasil, precisamos voltar no tempo e acompanhar a história desses povos desde a época da colonização europeia até os dias atuais. Conhecendo a origem das lutas e dos desafios até hoje enfrentados pelos índios no nosso país, podemos compreender melhor a relevância das atividades em esferas como o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Aprofunde-se nesses debates e perceba como as sociedades indígenas foram e continuam sendo agentes ativos na construção da história do Brasil.